segunda-feira, 14 de maio de 2012

Palavras e alma

  "Sou uma explosão de palavras, todas elas estão em mim: as mais simples e as mais complexas."
Lembro-me que meus colegas de escola matavam aulas para irem andar pela rua, eu matava aula para ir a biblioteca. Foi emocionante quando recebi minha primeira coleção de livros das mãos da bibliotecária. 
Hoje não estou tão afiada na escrita, teve a reforma ortográfica e também tem os editores de texto, que me confundem, mas vá lá, estou mais amadurecida nos arranjos.

Se há graça nisto é porque ainda não disse, e direi agora... eu tinha a mania de ler os componentes dos produtos, sim sim... da pasta de dente, dos shampoos, condicionadores, remédios. Uma mania, um trava línguas em que eu me deleitava por tempos a fio. Lá descobri que há mais 'carragena' nos produtos do que supõe nossa vã filosofia. Um termo mais complexo que o outro. 

Emocionante mesmo foi quando li aquele livrinho de capa feia, rasgada, que peguei na biblioteca municipal. Na verdade não li, o devorei, me apaixonei pelo enredo. O pequeno detalhe eram suas 700 páginas. Eu definitivamente havia batido um recorde, sem direito a medalhas, a não ser as da minha imaginação. A história havia me encantado. Tempo depois li que a Viviane Sena tinha este livro como um dos seus preferidos, e dai pude perceber o quanto a leitura transpassa classe sociais. 

Nessa altura do campeonato fico mais tranquila para dizer que eu lia dicionários, que ganhei concursos na rádio por frases criativas, que tive poesias minhas publicada no jornalzinho comemorativo da escola, e que já na fase adulta trabalhei em uma farmácia, e que lá eu li o DEF- que nada mais é do que o resumo das bulas de remédios!!! 

Sou boa com as palavras. Li durante minha juventude toda. Eu era a menina estranha, que gostava de ficar em casa estudando. Sou estranha até hoje, por este ponto de vista - e por mais alguns, claro. 

Mas da juventude até os dias de hoje, muitas rugas apareceram... duas ao menos. 

E agora uso meu potencial de estudante para aprender mais e mais, para me aperfeiçoar, e quem sabe ser escritora na área jurídica, coisa que nunca pensei antes; mas pensando bem, é histórico poetas serem também advogados. Estudando para melhor escrever-lhes. (Este final de texto ficou péssimo, dado ao meu sono desta hora).

Tudo caminha para; 
Mas e este bendito para, 
Que caiu nos assento.
E não tem acento; 
Para tudo caminha, 
Para tudo: que caminha. 





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